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  • Dr Rodolfo Weidmann

Dor de Cotovelo: as Epicondilites!

Epicondilite: o que é?

É uma condição clínica que se manifesta por dor e sensibilidade no nível do cotovelo. Quando acomete lateralmente, no epicôndilo lateral, chamamos de epicondilite lateral ou "cotovelo de tênista". Já quando medial, chamamos de epicondilite medial ou "cotovelo de golfista".


Epicondilite Lateral ou "Cotovelo de Tenista"

É uma condição comum, acometendo cerca de 1 a 3% da população, igualmente homens e mulheres, principalmente na faixa dos 40 aos 60 anos. Apesar do nome "cotovelo de tenista", somente ocorre em 5% dos jogadores deste esporte. Apesar da doença estar bastante relacionada com atividades manuais que sobrecarregam o punho e o antebraço, a maioria das pessoas que sofrem desta doença não apresentam relação com trabalhos manuais ou relatam fatores precipitantes.

O paciente geralmente apresenta uma dor insidiosa, localizada lateralmente ao cotovelo, qual pode irradiar-se para o antebraço e o dorso da mão. A mobilidade do cotovelo é pouco dolorosa e geralmente não é limitada. Há algumas manobras no exame físico que auxiliam o médico reumatologista no diagnóstico da epicondilite. São manobras que provocam dorsiflexão e supinação do punho contra resistência. No geral, os exames complementares não são necessários para diagnosticar a condição, mas podemos utilizar alguns exames para avaliar diagnósticos diferenciais, como a síndrome do túnel radial que pode simular uma epicondilite lateral resistente ao tratamento conservador.

O tratamento da epicondilite lateral via de regra é conservador, ou seja, sem a necessidade de cirurgias. Em casos agudos, o repouso articular e a aplicação de gelo por cerca de 20 minutos sobre o epicôndilo lateral a cada 4 a 6 horas auxilia em grande parte no alívio sintomático. Órteses também podem ser indicadas, mas ainda carece de eficácia comprovadas nas revisões sistemáticas da literatura. Há possibilidade do uso de anti-inflamatórios não esteroidais no alívio da dor e infiltração de corticosteroide sobre área, com resposta sustentada por até 1 ano. Há varias técnicas de fisioterapia empregadas na reabilitação do paciente, como exercícios isométricos. Em casos refratários (cerca de 4- a 10% do total), cujos sintomas persistem por mais de 1 ano após inicio tratamento, pode ser uma opção a abordagem cirúrgica.

Buscando prevenir recorrências da epicondilite lateral, indica-se o fortalecimento muscular e alterações das atividades que podem ocasionar sobrecarga do membro afetado, ajustando intensidade, técnica e equipamentos.


Epicondilite Medial ou "Cotovelo de Golfista"

Esta é uma condição muito mais rara do que a citada anteriormente, uma frequência 15 vezes menor. Geralmente é causada por lesão do tendão flexor comum em usa inserção no cotovelo. Em cerca de 30 a 60% dos casos há associação com neurite ulnar. Esta condição também raramente se associa a práticas desportivas. Também utilizamos manobras no exame físico para auxiliar no diagnóstico, como flexão e pronação do punho contra resistência, com cotovelo em extensão. O tratamento acaba sendo o mesmo do que a Epiconditile Lateral, sem mudanças na resposta ou terapêutica.





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